Pai Rodrigo de Yansã em traje cerimonial, presença serena e marcante.

Pai Rodrigo de Yansã

Há ventos que não vêm para destruir.Vêm para mudar o caminho.

Uma trajetória de transformação, ancestralidade e mais de duas décadas dedicadas ao axé.

Pai Rodrigo em espaço sagrado do Ilê Axé Oju Oya.
História

Antes de Pai Rodrigo, existe Rodrigo.

Antes do título, da casa e da responsabilidade com a comunidade, existe uma vida comum atravessada por perdas, escolhas e recomeços. É dessa história que nasce a escuta que hoje ele oferece a quem chega.

A vida de Pai Rodrigo foi marcada desde cedo por perdas, abandono e a necessidade de sobreviver. Criado pela avó paterna, a quem chamava de mãe, perdeu sua principal referência familiar ainda na adolescência. Pouco depois, enfrentando a rejeição por sua orientação sexual, deixou a família e, aos 13 anos, passou a viver nas ruas. Foram anos atravessados pela fome, pelo frio, pela violência e pela incerteza.
Em um dos momentos mais difíceis, encontrou à beira-mar uma mulher fazendo uma oferenda a Iemanjá. Sem conhecer o Candomblé, aproximou-se e fez, à sua maneira, um pedido simples: que não o deixassem morrer. Pouco tempo depois surgiu uma oportunidade de trabalho fazendo faxinas. Com o que ganhou, conseguiu tomar banho, dormir em uma cama e, aos poucos, deixar as ruas.
Mais tarde, alugou um pequeno cômodo em frente à casa de uma mãe de santo. Observando diariamente aquela casa, conheceu o Candomblé e encontrou algo que havia procurado durante boa parte da vida: pertencimento. “Quando dei por mim, entendi: aqui é minha casa.”
Os anos seguintes trouxeram novos encontros. Conheceu Felipe, seu companheiro, com quem construiu seu primeiro terreiro e uma nova família. Mais tarde, os dois se tornaram pais por meio da adoção de sua filha. Da adolescência nas ruas à construção de um Ilê e de uma trajetória dedicada ao axé, a história de Pai Rodrigo é, acima de tudo, uma história de sobrevivência, pertencimento e transformação.
“Ontem eu não tinha nada. Ontem eu só tinha a brisa que batia no meu rosto. Hoje eu tenho tudo.”

Linha do tempo

  1. 01

    O começo

    Criado pela avó paterna, a quem chamava de mãe. Perdas precoces marcaram a infância e construíram, desde cedo, a necessidade de sobreviver.

  2. 02

    A tempestade

    Aos 13 anos, diante da rejeição por sua orientação sexual, deixou a família e passou a viver nas ruas. Foram anos de fome, frio, violência e incerteza.

  3. 03

    O encontro

    À beira-mar, viu uma mulher fazer uma oferenda a Iemanjá. Sem conhecer o Candomblé, pediu apenas que não o deixassem morrer. Pouco depois, o trabalho e um teto o tiraram das ruas.

  4. 04

    O chamado

    Alugou um cômodo em frente à casa de uma mãe de santo. Observando todos os dias, encontrou no Candomblé algo que buscava há muito tempo: pertencimento. Logo depois, com Felipe, construiu seu primeiro terreiro.

  5. 05

    Pai Rodrigo

    A trajetória no axé se consolidou. Pai e Felipe se tornaram pais por meio da adoção de sua filha. Da rua à construção de um Ilê, nasceu a responsabilidade com a tradição e com a comunidade.

  6. 06

    Hoje

    Sobrevivência, pertencimento e transformação. Como ele mesmo diz: “Ontem eu não tinha nada. Ontem eu só tinha a brisa que batia no meu rosto. Hoje eu tenho tudo.”

27

anos de axé

Tempo, nesta tradição, não é número: é responsabilidade assumida diante da comunidade.

Quase três décadas de convivência com o sagrado, de aprendizado com os mais velhos e de cuidado diário com as pessoas que chegam ao Ilê. Uma caminhada sustentada por estudo, disciplina ritual e escuta.

  • Babalorixá Baganloju
  • Pai Rodrigo de Yansã
  • Ilê Axé Oju Oya

“Transformação não significa esquecer quem fomos. Significa descobrir quem podemos nos tornar.”

Pai Rodrigo de Yansã

Conteúdos

Ventos de Rodrigo

Histórias, ensinamentos e reflexões para atravessar as mudanças da vida.

Vídeo especial

A história de Pai Rodrigo em primeira voz.

Um registro do canal Ter.a.pia em que o Babalorixá fala sobre sua caminhada, sua casa e a dimensão espiritual do seu trabalho.

Acompanhar Pai Rodrigo
A casa

Ilê Axé Oju Oya

Uma casa de tradição de matriz africana em Jacareí/SP: lugar de memória viva, comunidade, formação e celebração. O Ilê não é um negócio — é um espaço de pertencimento e continuidade ancestral.

Estrela ritual desenhada no chão com velas acesas e pétalas vermelhas.
Pai Rodrigo em espaço sagrado da casa, com estrutura de madeira e palha ao fundo.
Oferenda ritual cercada por velas, com rosas vermelhas e composição simbólica.
Símbolo ritual desenhado no chão com velas, flores e elementos sagrados.
Veste cerimonial vermelha e dourada em momento de grande solenidade.
Convite oficial: 27 anos de Yasan — Ilê Axé Oju Oya — 04/07/2026.
Recados e convites

27 anos de Yasan no Ilê Axé Oju Oya.

No dia 04/07/2026, a partir das 18h, na presença da Yalorixá Cláudia de Oya, serão celebrados os 27 anos de axé do Babalorixá Baganloju. Yasan é a matriarca do terreiro. Sejam todos bem-vindos.

Avenida Ibirarema, 302 — Veraneio Irajá, Jacareí/SPAbrir no Google MapsConfirmar presença
Perfume consagrado

Maria Padilha & Dona Farrapo

Perfume rezado e consagrado no axé da casa, feito no fundamento e entregue à força das Senhoras das encruzilhadas.

  • Atração e paixão
  • Poder e domínio
  • Abertura de caminhos
  • Proteção espiritual

Cada frasco é consagrado individualmente na fogueira ritual, com fundamento e oração. Envio discreto para todo o Brasil.

Encomendar perfume
Arte do perfume rezado Maria Padilha e Dona Farrapo.
Frasco do perfume consagrado com laço vermelho e medalha dourada.
Frascos dispostos em círculo ao redor da fogueira ritual durante a consagração.
Quem caminha com a casa

Acolhimento, respeito e seriedade — nas palavras de quem chegou.

“Ilê muito acolhedor, familiar e de muito Axé. Sem falar no Pai Rodrigo, que é benção na vida da gente.”

Juliana Keli Oliveira

“Fui extremamente bem acolhida desde a primeira vez que estive na casa. Ambiente de muito amor e respeito.”

Carolina Romano de Andrade

“Lugar onde fui recebida sem olhar os meus defeitos e sem preconceito algum. Onde aprendi o verdadeiro sentido da fé.”

Vanessa Guimarães

“Excelência em organização, uma casa com muito Axé. Profissionalismo e seriedade do Pai da Casa.”

Junior Maia

“Ilê de muito asé e acolhimento. Só tenho a agradecer ao Pai Rodrigo e ao Babakekere pelo cuidado e carinho.”

Anna Julia Costa

“Pai Rodrigo é um querido, sempre me recebe muito bem em sua casa. Um ótimo lugar, acolhedor.”

Marcela Passos